SOBRE OUTROS


Certa feita uma sobrinha amada me perguntou sobre o que achava desse e aquele parente, eram primos... 

O que respondi: 

Então o que é mais belo: Um lençol todo branco, todo azul ou qualquer outra cor única, ou uma colcha de retalhos coloridos? 

Não sei você, quanto a mim prefiro a colcha de retalhos. 

Família é assim como uma colcha de retalhos tecida em pedaços todos diferentes em formas, cores, texturas, estilos e muito mais, entretanto, por mais paradoxal que pareça, como a colcha de retalhos, é única. 

Pois é, isso é maravilhoso!!

Robespierre Machado

Allen Yuan


Hb 11.36-38 E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. 37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados 38 (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

Salvo pela Graça

Yuan Xiangchen ou simplesmente Allen Yuan nasceu em 1914 em uma família de classe média em Bengbu, Anhui. Quando ele tinha sete anos, seu pai o mandou para uma escola cristã. Lá ele teve a oportunidade de ouvir os sermões por Wang Mingdao, mas ele não acreditava em Deus. Ele pensou muito sobre as questões da vida e procurou desesperadamente em vão obter respostas. Uma noite, em 1932, iluminado por Deus, confessou seus pecados e teve uma nova vida em Cristo. Depois disso, ele fervorosamente compartilhou o evangelho com seus colegas de classe e vizinhos. Deus deu-lhe uma paixão pela pregação, tornando-se evangelista. 

Respondendo ao chamado de Deus


Quando ele estava no segundo ano na escola, aos vinte anos de idade, ele deixou os estudos para assumir o chamado de Deus para ser um pregador. Sua decisão foi recebida com forte oposição de sua família. Ainda assim ele se inscreveu para o curso de teologia no Seminário Teológico Extremo Oriente. Durante esse tempo, ele também participou de reuniões de estudo bíblico realizado pelo evangelista renomado John Sung, que melhorou substancialmente sua vida espiritual. Após a sua graduação, ele serviu na igreja Tianjin e em 1938 se casou com Alice Yuan. Em 1940, seguiu um pastor americano para servir nas aldeias em Hebei. A guerra sino-japonesa veio em seguida, e como as pessoas não estavam sentindo paz em seus corações, muitos foram receptivos ao evangelho durante as turnês evangelísticas.


Conversão de toda a família


Durante a ocupação japonesa, o pastor e sua família foram trancados em um campo de concentração. Mas Yuan continuou com seu ministério, a partir de uma convicção de que Deus queria que ele fosse trabalhar nas aldeias. Seu serviço estava em um estágio de maturação entre 1942-1945. Ele encontrou o caminho inspirado por Deus para pregar: não confiar em ninguém, qualquer organização, mas confiar em Deus somente. Em 1946, sua mãe estava seriamente doente e ele retornou a Pequim com sua esposa e filho. Durante 13 anos, ele estava orando pela salvação de sua mãe. Durante seu período de doença, sua mãe recebeu a cura de Deus e, como resultado, converteu-se. Yuan, em seguida, percebeu que Deus havia usado os sofrimentos de sua família como forma de abençoá-los em seguida.


Baseando-se somente no Senhor


“Depois que os japoneses se renderam em 1946, o pastor Solvoll o ajudou a começar o trabalho em Beijing. Nós alugamos um lugar e demos início a uma igreja sem membros. Como o Exército da Salvação, nós tínhamos as reuniões nas ruas. Três vezes por semana nós batíamos os tambores para dar início às reuniões. Muitos vinham e entregavam panfletos. Tínhamos um batismo por imersão no verão e testemunhávamos de 20 a 50 pessoas batizadas a cada ano.


Yuan queria levar sua família de volta para as aldeias, mas parecia inviável com a mudança na situação política. Ele pediu que Deus mostrasse a Sua vontade. Deus lhe ensinou a esperar Nele. Ele aprendeu a lição de esperar com paciência. O mais importante foi que ele estava servindo a Sua vontade. 


Mais tarde, ele conheceu um pastor norueguês das Assembleias de Deus. Juntos, eles montaram uma igreja urbana, mas quando soube que iria ser ordenado parou a parceria, independentemente da dificuldade financeira que isso poderia custar. Ele insistiu em contar com suprimentos de Deus sozinho e não fazer parte de qualquer organização. Ele formou uma igreja, organizando reuniões em sua casa. Em 1947, a sua igreja doméstica tinha mais de 200 cristãos.

A prisão

Em 1949 após a liberação da China não podíamos mais ter reuniões nas ruas ou pregações pelo rádio. O novo governo regulamentou que a Bíblia só poderia ser pregada dentro das igrejas. Todos os missionários se retiraram e muitas propriedades da igreja ficaram vazias. Por volta de 1950 o Movimento Patriótico (Three Self Patriotic movement; TSPM) começou. Era encabeçado pelo Departamento de Assuntos Religiosos do governo que controlava todas as atividades religiosas. A ideia era que todas as organizações, religiosas ou seculares, tinham que ser lideradas pelo partido comunista. Cristo é a cabeça da igreja e a Igreja como virgem não pode aliar-se com o mundo. Nós por esta razão recusamos a concordar.

O senhor Wu Yao-zong, um graduado do Seminário Teológico de Nova Iorque, era o secretário chefe da Associação Cristã de Moços (ACM). Denominava-se cristã, mas sua lealdade estava com o Partido Comunista. As pessoas na ACM eram modernistas e não evangélicas. Em 1950 em Beijing tinha mais de 60 igrejas de diferentes denominações. Todas as igrejas recebiam ajuda de fora ligadas a TSPM. 

Em Beijing tinham 11 pregadores que se recusaram a unir-se ao movimento, incluindo Watchman Nee, Wang Mingdao e eu. Reunimos e decidimos que havia três razões para não nos ligar ao movimento. Primeiro, nós éramos independentes e não recebíamos nenhum suporte do estrangeiro, nós pagávamos nosso próprio aluguel e custos. Segundo, não nos colocaríamos em jugo desigual com descrentes (2Co 6.14). Terceiro, acreditávamos que religião e política deveriam ser separadas. Com o TSPM, a igreja se tornaria um instrumento do governo, liderado pelo Partido e pelo Departamento de Assuntos Religiosos.

Como conseqüência da recusa, onze de nós fomos presos, um após o outro, começando em 1955. Wang Mingdao e eu pegamos prisão perpétua. Fui preso em 1958 com 44 anos, deixando para trás minha esposa, seis filhos pequenos e minha mãe. Durante os 22 anos de prisão, minha esposa sofreu inúmeras necessidades para criar as crianças. Fui mandado para a prisão em Heilongjiang perto da fronteira com a Rússia. Eu não recebi as cartas da minha família por dez anos. Era extremamente frio no campo de trabalho, que era pesado e a comida escassa. Apesar de estar magro, voltei vivo enquanto muitos outros morreram. Por 22 anos eu fiquei sem Bíblia, e não encontrei com cristãos.

Despedindo-se de sua mãe, esposa e seis filhos, ele começou seus 21 anos e 8 meses de prisão. Desses anos, 16 anos foram gastos em uma cela gelada no nordeste da China. Apesar do ambiente hostil, o clima frio e as nove horas de trabalho físico a cada dia, com a proteção de Deus, ele ficou doente apenas uma vez, com uma pequena gripe. Ele considerou o que aconteceu como a vontade de Deus. Ele cedeu a ser preso, sem duvidar ou abandonar Deus. Passou os quase 22 anos de prisão sem ver uma Bíblia. Quando deixou a prisão, ele estava saudável, mostrando mais uma vez a grande obra de Deus sobre ele. Yuan também tinha certeza de que as mãos de Deus o havia protegido durante a Revolução Cultural Chinesa (1966), exatamente no período em que esteve preso. 


Longos anos na prisão

Durante aqueles longos anos, duas canções me encorajaram: uma do Salmo 27 e a outra era ‘a velha e Rude Cruz’. Diz para sermos servos de fé e seguir a cruz, era o que eu queria fazer. Tínhamos que trabalhar nove horas por dia. Muitos iam para dentro das celas para fumar no intervalo. Como eu não fumava, eu costumava ficar fora cantando em repetição aqueles estribilhos.

Os anos iam passando e a esperança de liberdade era pouca. Quando Deng Xiaoping estava no poder houve algumas mudanças na política. Havia gente demais na cadeia e isso pesava muito. Foi decidido que pessoas acima de 60, que estivessem há mais de 20 anos presas seriam libertadas. A razão era que acima de 60 anos não trabalhariam por muito tempo e 20 anos foi considerado tempo suficiente para reformar a mente das pessoas tornando-as inofensivas para a revolução. Wang Mingdao e eu fomos incluídos nessas condições e libertados. Finalmente deixei a prisão em dezembro de 1979 depois de 21 anos e 8 meses.

Recuperando a liberdade

Fui solto em regime condicional, sem os direitos de um cidadão, por dez anos, os quais fiquei em Beijing, pois não tinha liberdade para viajar. Naqueles dias as pessoas vinham todos os dias fazer perguntas. Eu passava muito tempo compartilhando sobre Jesus e minha esposa cozinhava durante todo o dia entretendo visitantes. Começamos um estudo bíblico e mais tarde uma congregação. Pessoas vinham de lugares da China e do estrangeiro. Gravamos fitas de ensino e pregações porque não tínhamos Bíblias. Distribuímos centenas de fitas para serem usadas nos cultos. Compramos um vídeo cassete mais tarde, que é muito útil para edificação e pregação, especialmente no interior. Muitos assistiram ‘A Vida de Jesus’ e choraram. Temos muita necessidade de DVDs de Histórias da Bíblia e pregações em mandarin.

Apesar de seus 60 anos, ele insistiu em servir ao Senhor, espalhar o evangelho e distribuir Bíblias e materiais cristãos. Sua casa era um lugar de encontro para muitos crentes. Inicialmente, ele pensou que tinha perdido mais de 20 anos, sem perceber que os caminhos de Deus foram maiores que o dele. Nos mais de 20 anos desde a sua libertação da prisão, Deus o usou para conseguir muito mais do que aquilo que ele tinha conseguido há duas décadas. Todos os anos, batizava cerca de 800 pessoas que se convertiam em suas igrejas domésticas.

Meu trabalho atualmente é principalmente com igrejas nos lares. Existem dois tipos: as registradas com o governo e as não registradas. Com nossas muitas limitações, a Palavra de Deus está avançando e salvando muitos, principalmente em Henan, Zhejiang e províncias de Fujian. O distrito de Wenzhou por si só tem mais de 600 mil cristãos.
Eles têm os sinais e milagres como nos dias dos apóstolos. Eu sou agora (2002) um homem velho de 88 anos e minha mulher, que nasceu em 1919, está com 83. Vivemos cada dia querendo trabalhar para Ele, até que Ele retorne. Como você sabe, Ele virá em breve. Se vier hoje, estou completamente preparado, pois todos nós temos que prestar contas.

Muitos amigos me perguntam como podem ajudar a igreja chinesa. A resposta está nesta única palavra: ORE! Primeiro, por favor, ore pelos milhões de chineses que continuam como ovelhas perdidas. Segundo, ore pelos novos convertidos e pessoas que demonstram interesse. Precisam de graça e crescimento para serem edificados no Corpo de Cristo, para permanecerem firmes contra a perseguição. Temos muita necessidade de pregadores e pastores na China. Nós agradecemos àqueles que oferecem suas vidas para o serviço no interior e para as rádios fora da China. Terceiro, por favor, orem pelos líderes da China (Pv 21.1). Ore pela abertura da China, assim como da Rússia e leste europeu. Deus irá responder nossas orações pela China, como terá também misericórdia dessa grande população mandando o maior avivamento do mundo.”

Com o Senhor
Em 16 de agosto de 2005, Yuan Xiangchen ou simplesmente Allen Yuan um dos fundadores do movimento das igrejas domésticas na China, voltou para o Senhor no Hospital Beijing Friendship, com a idade de 91 anos, após uma vida dedicada à pregação do Evangelho e distribuição de bíblias. 

Antes de sua morte, ele chamou os fiéis a orar pelos líderes do governo, as almas perdidas e aqueles que foram convertidos e batizados. Ele e seus ensinamentos baseados na Bíblia são profundamente sentidos ainda hoje pela igreja chinesa. Ele viveu a vontade de Deus em sua vida, seguindo o estilo de Cristo, sendo fiel e submisso à vontade do Pai Celestial.


Ele deixou um legado que jamais será esquecido pelos cristãos chineses e de todo mundo.  


Fontes: Lagoinha; Blog Uma Nova Consciência.

E AINDA TEM QUEM QUEIRA EXPLICAR DEUS!!

Mulher, viúva e mãe. Dinheiro, comida nem pensar. A sociedade fenícia da época não ligava pra gente assim. Que morram. 

Aquela refeição seria a última para si e sua descendência. Enquanto pensa eis que surge um homem que fala um idioma diferente, parece judeu e como estranhas eram suas roupas. 

De onde ele veio? Fugindo de Jezabel vem se esconder no reino do pai da mesma? pensa ela certamente. Mais estranho é o seu pedido: a comida que você tem - dê pra mim! E ela deu! O resto da história você já sabe: enquanto a seca durou farinha e azeite não faltaram. 

Mas como os milagres de DEUS são sem limites, mais um: o seu filho foi ressuscitado. Há, pra quem pensa ser alguma coisa, não esqueça - uma estrangeira ao povo escolhido, pobre e faminta - diríamos uma fenícia idólatra - é a primeira pessoa descrita na Bíblia como a ter alguém devolvido, seu filho, pela ressurreição. 

Pois é!! Pare com essa coisa de querer entender DEUS. Entenda de uma vez por todas: Ele é SOBERANO, sem superlativos, Ele não pode ser dimensionado.
1Rs 17

CITAÇÕES

Por J.C.Ryle 
"Lembrem-se que alcançar a simplicidade na pregação é de suma importância para todo ministro que aspire ser útil para as almas. Jamais o entenderão, a não ser que você seja simples em seus sermões; e a menos que o entendam, você não poderá fazer o bem a seus ouvintes. 

Outra coisa que deveríamos buscar é que nossos sermões sejam inteligíveis; e a maioria de nossos ouvintes não os entenderão se não forem simples". 
(John Charles Ryle, (1816-1900) comumente referido com J.C.Ryle foi clérigo inglês, e o primeiro bispo da diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool)

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SOBRE PREGADORES
"O bom pregador transforma ouvido em olho!"
- provérbio árabe

REMINISCÊNCIAS

Faz tempo, alguns anos mesmo, que nossa igreja desenvolveu um projeto chamado GCC - Grupos de Crescimento e Comunhão.

Eram reuniões simples que aconteciam nos lares das famílias da Igreja e também em casas de pessoas não integradas à congregação. Essas eram reuniões evangelística com pequenos grupos 8/10 pessoas.

O poder das reuniões do GCC era muito intenso. Sei de alguém que morava a cerca de 30mts de uma congregação e nunca a tinha visitado mas participava das reuniões na casa de uma amiga crente a mais de 1km de distância da sua residência. Caso pra estudo: O que não a atraía à congregação?

Vi congregações com mais de 40 novos convertidos oriundos das reuniões do GCC.

Ouvi depoimentos abençoados de gente alcançada e de gente que alcançava. Em meus... bem, vou falar: 39 anos, 5 meses no Caminho nunca vi nada igual depois do GCC no âmbito da Assembleia de Deus com tal poder para fazer novos discípulos e mobilizar crentes para a evangelização.

O que hoje me despertou essas lembranças foi termos participado no último sábado, eu e minha esposa, da reunião de um pequeno grupo desses aqui no Cabula, região onde residimos em Salvador/BR, são irmãos da igreja Assembleia de Deus na Pituba, pastoreada  por nosso amigo Ubirajara Rosas, que se reúnem para evangelização nas suas casas e ali estão alcançando vidas.

Hum... acabei de lembrar também que segundo os padrões atuais - vigente em muitos corações e o modo como olham para a história - posso estar sendo saudosista. Será que estou sendo saudosista? Ah, deixa pra lá! 

Quem crê na ressurreição nunca poderá ser um saudosista afinal o que é ressurreição senão trazer a existência o que já foi. 

Nos vemos por ai!

CELINA MARTINS ALBUQUERQUE

Conheça a primeira pessoa na Assembleia de Deus a ser batizada com o Espírito Santo: Celina Martins Albuquerque. 

Nasceu em Manaus, AM, a 19 de setembro de 1874, filha de José Martins Cardoso e de Cândida Rosa de Aguiar Cardoso. Casou-se aos 25 anos de idade, no dia 25 de setembro de 1899, com Henrique Albuquerque que, como seu sogro, era prático em navegação nos rios amazônicos. No Pará, converteu-se a Cristo, na Primeira Igreja Batista de Belém que, na época, era pastoreada por Almeida Sobrinho, por quem Celina foi batizada, no batistério do templo à rua João Balby, 406. Em 1910, chegaram os pioneiros do Movimento Pentecostal, que começaram a ensinar a doutrina do Espírito Santo que traziam em seus corações. Celina se interessou pelo que eles pregavam e, crendo na verdade, passou a buscar a promessa de Jesus Cristo.Com a idade de 95 anos, a fiel anciã foi chamada ao descanso eterno, a 27 de março de 1969, em Belém do Pará.

O selo do Espírito Santo veio primeiro sobre ela.

Celina Albuquerque e Maria de Nazaré foram as primeiras a declarar que aceitavam a promessa registrada em Atos 2.17-18: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão sonhos vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão...” Elas se propuseram a permanecer em casa, em oração, até que Deus as batizasse com o Espírito Santo.

À uma hora da manhã do dia 8 de junho de 1911, em sua residência na rua Siqueira Mendes, 79 (atual 161), Celina Albuquerque foi a primeira pessoas, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada pelos missionários, que anunciavam um novo batismo.

Logo ao amanhecer, a irmã Nazaré apressou-se a ir à casa de José Batista de Carvalho, na av. São Jerônimo, 224, levando consigo a boa nova de que a irmã Celina recebera a promessa conforme a Palavra de Deus. Na casa de José Batista estavam reunidas várias pessoas, entre elas Manoel Maria Rodrigues, diácono da Igreja Batista. Ele declarou mais tarde: “Foi nesse momento que ouvi falar e cri no batismo com o Espírito Santo”. Maria de Nazaré, no dia seguinte, teve a mesma experiência: era batizada com o Espírito Santo.

Imediatamente, todos os membros da igreja tiveram conhecimento do fato e algumas pessoas resolveram ir à casa de Celina, a fim de averiguarem pessoalmente o que estava acontecendo. Entre os interessados estavam os irmãos José Plácido da Costa, diácono e superintendente da Escola Dominical; Antônio Marcondes Garcia e esposa; Antônio Rodrigues e Raimundo Nobre, seminaristas.

Os dois missionários não silenciaram, continuando a pregar a Palavra de Deus. Realizavam reuniões de oração onde moravam, local agora muito visitado pelos membros da igreja. O clima naquela peque comunidade evangélica era de tensão. Formaram-se dois grupos: o daqueles que aceitavam a doutrina pregada pelos missionários e se mantinham firmes nas suas opiniões e o grupo daqueles que rejeitavam a doutrina do batismo com o Espírito Santo e não se conformavam com a presença dos missionários no sei da igreja.

Uma santa mulher; heroína da fé.

Entre os cooperadores da primeira hora, na obra pentecostal no Brasil, encontram-se algumas mulheres que, como desprendimento e heroísmo, enfrentaram os maiores desafios. Elas se puseram como verdadeiras colunas, como vasos de ouro nas mãos de Deus.

Celina Albuquerque destacou-se entre elas. Sua bravura evidenciou-se em episódios como o descrito por A. P. Franklin, autor de Entre Crentes Pentecostais e Santos Abandonados na América do Sul, citado em O Diário de um Pioneiro. Reporta-se a um incidente ocorrido em 13 de novembro (de 1911), por ocasião de um batismo, quando grande multidão, armada com facas e laços, estava decidida a impedir a cerimônia. O escritor começa a informar: “Os primeiros batismos eram feitos todos em segredo, geralmente, às onze horas da noite, pois não havia nem templos nem tanques batismais”. E prossegue: “Mas um dia criaram coragem e anunciaram um batismo público a beira-rio. Isso deu tempo para que os inimigos se preparassem. Vieram então várias centenas de homens e pensavam que com violência poderiam impedir o ato sagrado. O líder veio à frente carregando uma cruz. 

Os poucos crentes que estavam reunidos compreenderam o perigo naquele momento e temeram que sangue fosse derramado, Vingren procurou ler a Bíblia, mas foi impedido. Procurou outra vez, mas o líder tirou o seu punhal e se preparou para lançar contra ele”. Neste instante, a irmã Celina interveio colocando-se entre os dois, e esse gesto salvou-lhe a vida. Então veio a inesperada providência de Deus: o Senhor fez com que um outro católico, pessoa idosa e respeitável, se impusesse, a gritar: “Chega! Deixem que eles tenham a sua cerimônia”. O líder do grupo intentava concretizar a ameaça, mas sem o mesmo ímpeto foi contido pela palavra do missionário: “Eu faço somente o que Deus quer!” E mesmo sob os riscos, que continuavam, o ato se realizou. E Deus deu o livramento.

Ao ser batizada no Espírito Santo, Celina começou a despertar os irmãos no sentido de lhe seguirem o exemplo, havendo sido, por conseguinte, um marco esplendoroso

Fonte: As Assembleias de Deus no Brasil – Sumário Histórico Ilustrado, com texto de Juanyr de Oliveira, CPAD, 1ª edição, 1997.


MARIA SLESSOR



A MISSIONÁRIA QUE ARRANCOU TRIBOS AFRICANAS DAS MÃOS DE SATANÁS
By Jefferson Magno Costa
    
É madrugada. A alguns quilômetros da orla marítima, uma mulher e seis crianças negras caminham para a margem de um rio. Chove. Homens e mulheres africanos perguntam: - Por que nos abandonas, mãe?
     
Maria Slessor pára junto à canoa, volta-se, contempla aqueles semblantes escuros e fala docemente: - Não fiquem tristes. Sei que vou para o meio de povos ferozes e adoradores do Maligno, mas eles também precisam ouvir falar de Jesus. Alegrem-se. 

Eu voltarei. Mas se não voltar, nós nos encontraremos nas margens do Grande Rio, diante do Grande Pai. E ali seremos todos de uma só cor, alvos como o marfim. Em companhia das seis crianças, Maria entra na canoa, e parte, sob o olhar silencioso da tribo de Creek Town.

Maria Slessor nasceu na Escócia, em 1848. Era loura, de cabelos lisos e olhos azuis. Aos onze anos de idade foi obrigada a trabalhar na tecelagem para ajudar financeiramente sua mãe, pois seu pai, alcoólatra inveterado, após a morte de Roberto, o filho mais velho, abandonou a senhora Slessor e os quatro filhos restantes. 

Aos 14 anos Maria já era considerada uma hábil tecelã. Não sabia ela que futuramente Cristo a incumbiria de tecer as vestes brancas da salvação no coração dos negros africanos.

Sua mãe era evangélica, membro da igreja de Aberdenn, e costumava contar aos filhos alguns incidentes da Missão Africana, viasando despertar-lhes o interesse pela obra missionária.

Atentos, eles ouviam a senhora Slessor falar-lhes de um rei africano e dos seus chefes de cor; das terras e das boas-vindas que costumavam oferecer aos missionários enviados; dos pretos de Calabar; de como Hope Waddell fora morar corajosamente no meio dos pântanos, e ali brilhar como uma luz, pregando aos selvagens o Evangelho de Cristo, e o quanto a Missão necessitava de obreiros e de manutenção.

Às cinco da manhã, Maria se levantava e ia para a fábrica, onde permanecia até às dezoito horas. Levava sempre a Bíblia consigo, lendo-a no caminho, quando ia e quando voltava, e durante os intervalos do seu trabalho. Nessa época tornara-se membro da igreja de Wishart. Ali, pouco tempo depois, começou a dirigir uma classe bíblica para meninos rebeldes. Para atrair aqueles que se recusavam terminantemente a frequentar a classe, ela promovia reuniões ao ar livre.

Certa vez um grupo de rapazes perversos resolveu acabar com uma dessas reuniões. O líder do grupo aproximou-se de Maria, sob o olhar dos demais, inclusive das crianças, e começou a girar uma corrente em cuja ponta estava presa uma bola de ferro. E a girava velozmente, avizinhando-a da cabeça de Maria, mas esta, encarando-o firmemente, não denunciava nenhum sinal de medo.  "Ela tem coragem" disse o rapaz, desistindo e abaixando o braço com que segurava a corrente. Em seguida sentaram-se todos, e juntamente com as crianças assistiram à reunião.
     
Esse incidente contribuiu para mudar a vida daqueles moços, salientando também a coragem daquela que, não temendo lidar com garotos rebeldes nem enfrentar rapazes insubordinados, desafiaria, em plena selva, a agressividade e as lanças dos negros africanos.

A missão de Calabar, na África Ocidental, tinha sido fundada no ano de 1846. Kurumã estava sendo evangelizado por Robertt Moffat, enquanto David Livingstone, "o fogo das mil aldeias", abria caminho através de todo o restante do Continente. O sonho da senhora Slessor era que Roberto, seu filho mais velho, fosse à África auxiliar o trabalho desses missionários. Mas a morte prematura do rapaz fê-la pensar que nunca teria um filho missionário.

Quando, em 1874, Maria Slessor completou 26 anos, foi pedida em casamento. Mas neste mesmo ano o Império Britânico foi abalado com a notícia da morte de David Livingstone. Fizeram então apelo a voluntários para o continente africano, e Maria, decidindo entre a obra missionária e o casamento, optou pelo primeiro e ofereceu-se como missionária para Calabar. Nessa época, ela era aluna da Escola Normal de Edimburgo, e a coragem em seguir para um lugar conhecido como "sepultura dos brancos" deixou forte impressão em todos.

Em agosto de 1876, no cais de Liverpool, Maria embarcava em um navio que a levaria a um continente que em nada se assemelhava à sua bela Escócia. Tornava-se então realidade o sonho da senhora Slessor. Pelas areias brancas de Cabo Verde, pelo Desembocadouro dos Escravos, pela Costa do Marfim e pela Costa do Ouro, a bordo do navio "Etiópia", dois olhos azuis deslizavam sua curiosidade pela misteriosa paisagem que delineia a navegação costeira. 

Maria Slessor, recebendo brandamente no rosto a aragem fresca das praias africanas, contemplava interessadamente aquelas florestas que se erguiam, hostis e impenetráveis, margeando toda a costa. Chegando a Calabar, desembarcou e foi conduzida a Duke Town, uma vila litorânea onde residiam alguns missionários. Ali ela viveu durante quatro anos, ajudando nos cultos e estudando a língua local e alguns dialetos nativos.

Era madrugada ainda quando Maria se levantava para tocar o sino, convocando os crentes à oração. O seu espírito, entretanto, ansiava por um trabalho de maior alcance, a liberdade pioneira, o desbrava-mento daquele solo enegrecido pelo pecado.

Muitas vezes ela caminhava para a mata fechada e contemplava demoradamente as árvores que se erguiam ao longe, indecifráveis, sumindo no horizonte além. Era ali que se travavam, entre tribos que praticavam a feitiçaria e o canibalismo, os choques mais horrendos e cruéis já contemplados pela natureza humana. E era ali que ela deveria estar, entre eles, modificando-lhes as práticas da ignorância e falando-lhes do amor de Jesus.

Foi de um vilarejo chamado Cidade Velha que lhe veio o primeiro convite para ir evangelizar e morar entre os negros. Ela aceitou, agradecendo a Deus. Agora poderia expandir plenamente a sua vocação missionária. Seguiu para lá acompanhada de um guia e alguns carregadores. Quando a vereda por onde caminhavam se dividiu em duas, eles se depararam com um crânio humano enfiado em uma estaca. Ali estava designada a entrada da Cidade Velha.

Durante mais de dois anos, Maria Slessor viveu naquele povoado como a única mulher branca entre negros, alegre por estar no meio deles, comendo na mesma mesa e falando-lhes da obra salvadora de Jesus. As paredes de sua casa eram de taipa e o teto de palha, e havia sempre várias crianças dormindo ali - órfãos e desprezados que Maria abrigava. Pensando nestas e nas outras crianças, fundou uma escola onde lhes ensinava não só o idioma deles, mas também a darem os primeiros passos nos caminhos eternos.

Aos domingos pela manhã, dois meninos carregando um sino em um pau de bambu, percorriam toda a vila até o local da reunião, trazendo atrás de si um número sempre crescente de negros curiosos que se achegavam para ouvir a "Mãe Branca". E quando a noite se declinava sobre o povoado, recebia sempre em sua fronte escura a claridade do cântico daqueles nativos que cultuavam a Deus à luz das tochas vermelhas.

Certa vez uma canoa pintada de vivas cores e conduzida por quatro negros de pele oleosa e rostos pintados de vermelho aproximou-se das margens do rio que banhava o vilarejo. Era a canoa do rei Ocon, chefe da tribo Ibaca, que a enviara juntamente com o convite para que Maria fosse morar em sua tribo. Ela aceitou. Esta seria uma grande oportunidade de evangelizar um povo que desconhecia Cristo. 

Logo, toda a Cidade Velha ficou alvoroçada e entristecida. Mas às três horas da madrugada, despedindo-se de todos, Maria era conduzida rio acima, sob a cobertura de uma esteira improvisada para protegê-la da chuva e da água levantada pelos remos. Por um longo espaço de tempo aqueles homens remaram, e quando a madrugada enrubescia as primeiras horas do dia, sob o latido de cães e o cantar dos galos, chegaram a Ibaca.

Deram-lhe uma casa semelhante à outra onde morava anteriormente. Multidões vieram das vilas vizinhas para ver sua pele branca. Pela manhã e à noite realizava cultos; durante o dia dava remédios aos doentes, fazia curativos em suas feridas ou lhes aconselhava o que deviam fazer. Homens, ao natural ferozes e barulhentos, ficavam em completo silêncio ao verem Maria aproximar-se para lhes contar histórias. Ali, ela falou o Evangelho de Cristo a todos os que se achegaram para vê-la.

Pelos fins de 1882, um tufão passou com extrema rapidez sobre a vila e derrubou a casa de Maria. Ela foi levada a Duke Town, mas o seu estado de saúde se agravou, fazendo-se necessária a sua volta à Escócia. Depois de três anos, recuperada e novamente pronta para enfrentar as dificuldades, voltou à África, desta vez dirigindo-se para a tribo de Creek Town. Viveu durante seis meses nesse povoado, até quando soube que o rei Eio, chefe da tribo Coiong, praticante da magia negra, a convidara para evangelizar sua tribo. 

Todos se opuseram à sua ida, alegando que aquela tribo não merecia confiança e que o convite era uma cilada. Mas ela não se impressionou, e, acompanhada de seis crianças e alguns carregadores, embarcou na canoa enviada pelo rei. Quando alcançaram a desembocadura de Equenque, a canoa foi abandonada, e, sob uma pesada chuva e o choro das crianças, iniciaram a jornada a pé, através de mais de uma légua de mata fechada. 

Sentindo no corpo as roupas encharcarem-se e os pés atolarem-se na lama, Maria avançava cantando trechos de hinos, a fim de encorajar as crianças. Mas em certos momentos era tão grande o seu cansaço que ela só conseguia pronunciar: "Pai, tem misericórdia de mim!" 

Chegaram finalmente à tribo. Reinava ali um silêncio profundo. Maria gritou e dois escravos apareceram. Um deles acendeu o fogo e trouxe-lhe água, enquanto o outro correu com a notícia de que a "Mãe Branca" era chegada. É noite. Em uma área larga, no centro da tribo, há uma multidão de negros sentados, formando um grande círculo. As casas, distribuídas de modo a formar uma larga circunferência, erguem-se em volta dos ombros escuros. No centro da reunião há uma mesa coberta com uma toalha branca, e, em cima desta, acha-se aberta uma Bíblia.

Quatro tochas presas a estacas se erguem de um lado e do outro da mesa. As chamas brilham nos rostos atentos. Junto à mesa há vários chefes sentados. E de pé, com os cabelos adquirindo tonalidade de ouro sob a vermelhidão das tochas, Maria Slessor prega ao maior ajuntamento de tribos negras já conseguido de uma só vez. 

O olhar azul contempla a multidão silenciosa e atenta. "Para alumiar os que estão no assento das trevas e na sombra da morte, para corrigir os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1.79), é o trecho lido naquela noite pelos lábios que ainda se abririam inúmeras vezes para pregar a Palavra da Vida.

Maria Slessor viveu ainda muitos anos entre as tribos africanas. Através de sua voz, milhares de negros tomaram conhecimento de Jesus Cristo e milhares o aceitaram como o Salvador. Ela foi, depois de David Livingstone, a missionária que mais conduziu negros aos alvos caminhos da salvação.

Em janeiro de 1915, cansada e ainda em plena África, ela foi ao encontro dAquele que, na grandiosidade do seu sacrifício, foi erguido no madeiro para constituir-se na esperança de todos os povos.

A FORMAÇÃO DE UMA AGENDA ESPIRITUAL


Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por vossa causa, até que Cristo seja formado em vós...- Gálatas 4:19

Atualmente o mundo clama pelo crescimento espiritual de uma teologia que tem trabalhado na realidade cruel da vida diária. Infelizmente, muitos têm desistido da possibilidade de crescimento em relação à formação. Um vasto número de pessoas bem intencionadas tem se exaurido no trabalho da igreja e descoberto que isto não influencia suas vidas substancialmente. Eles descobriram que simplesmente eram impacientes, egocêntricos e medrosos quando começaram a carregar o fardo pesado do trabalho na igreja. Talvez até mais.

Outros têm submergido em múltiplos projetos de trabalhos de serviço social. Mas quando o ardor de ajudar aos outros esfriou por um tempo, eles perceberam que todos os seus esforços hercúleos deixaram poucas marcas duradouras em sua vida interior. De fato, isso os deixa mais doloridos: frustração, raiva e amargura.

Ainda existem os que possuem uma prática teológica que não permite um crescimento espiritual. De fato eles deveriam ver isto como uma coisa ruim. Havendo sido salvos pela Graça, essas pessoas têm ficado paralisadas nisso. A tentativa de qualquer progresso espiritual tem um sabor de “obras de retidão” para eles. Sua liturgia diz que eles pecam em palavras, pensamentos e atitudes diárias, então eles pensam ser esse seu destino até morrerem. O Céu é o seu único alívio nesse mundo de pecado e rebelião. Consequentemente, essas pessoas bem intencionadas vão sentar em seus bancos na igreja e, um ano depois vão perceber que nenhum avanço foi feito em suas vidas com Deus.

Enfim, um mal-estar geral nos toca a todos. Refiro-me ao modo como nos acostumamos completamente com a normalidade de disfunção. A constante exploração da mídia em relação aos escândalos, vidas partidas e mazelas de toda sorte nos deixa não muito mais do que simplesmente chateados. Temos que esperar um pouco mais do que isso, ao menos de nossos líderes religiosos – talvez, especialmente de nossos líderes. Esta disfunção é tão infiltrada em toda a parte que é quase impossível termos uma visão clara do progresso espiritual. Modelos exuberantes de santidade são raros hoje em dia. Ecoando através dos séculos até os dias de hoje, estão inúmeras testemunhas que nos contam sobre uma vida muito mais abundante, profunda e completa. Em qualquer posição social ou em qualquer situação da vida, eles encontraram uma vida de “retidão, paz e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17). Eles descobriram que uma transformação real, sólida à imagem de Cristo, é possível.

Eles testemunham para a formação de um caráter quase espantoso. Eles têm visto suas paixões egocêntricas darem lugar a um coração abnegado e humilde, que assusta até a eles mesmos. Raiva ódio e malícia são substituídas por amor, compaixão e boa vontade total.

Há mais de 2.000 anos de registros das vidas de grandes pessoas – Agostinho, Francis, Teresa, Kempis e muitos outros que, após seguiram arduamente nos caminhos de Jesus, tornando-se pessoas com um caráter ilibado. Os registros estão aí para quem quiser ver.

Há trinta anos, quando a Celebration of Discipline (Celebração da Disciplina) foi escrita, nós enfrentamos duas grandes incumbências: a primeira é que foi preciso rever a grande discussão sobre a formação da alma; a segunda foi encarnar esta realidade nas experiências diárias na vida individual, congregacional e cultural. Francamente, nós temos tido sucesso com a primeira tarefa. Todos os tipos de cristãos agora sabem da necessidade de formação espiritual, e olha para santos católicos, ortodoxos e protestantes para guiá-los

Mas é a segunda tarefa que precisa consumir a parte principal de nossa energia nos próximos 30 anos. Se nós não fizermos um progresso real nessas frentes, todos os nossos esforços vão evaporar e secar.

Um lembrete honesto antes de começar pra valer: a formação espiritual não é um kit de ferramentas para “consertar” a nossa cultura ou as nossas igrejas ou mesmo as vidas individualmente. Nós temos que trabalhar a formação espiritual porque este é o trabalho do Reino. Ele está bem no centro do mapa do Reino de Deus. Consequentemente, todos os demais problemas nós prazerosamente deixamos nas mãos de Deus.

Trabalhar o coração – Deus tem dado a cada um de nós a responsabilidade de “crescer em Graça” (II Pedro 3:18). Isto não é algo que possamos transferir para os outros. Nós temos que tomar as nossas cruzes individuais e seguir os passos do Cristo crucificado e ressurreto.

Todo trabalho de formação autêntico é “trabalhar o coração”. O coração é a fonte de toda ação humana. Todos os mestres religiosos constantemente nos chamam, quase de forma enfadonha, para que nos voltemos e purifiquemos os nossos corações. Os grandes sacerdotes Puritanos, por exemplo, mantiveram a atenção nisto. Em Mantendo o Coração, John Flavel, um puritano inglês do século 17 adverte que “a maior dificuldade na conversão é ganhar o coração para Deus; e a maior dificuldade após a conversão é manter o coração com Deus... Trabalhar o coração é um trabalho realmente difícil”.

Quando estamos trabalhando o nosso coração, as atitudes externas nunca são o centro da nossa atenção. Atitudes visíveis são o resultado natural de algo profundo, bem mais profundo.

A máxima do patriarca Actio “as atitudes seguem a essência” nos lembra que a nossa atitude está sempre em acordo com a realidade interna do nosso coração. Isto, naturalmente, não reduz as boas obras à insignificância, mas as tornam questões secundárias; efeitos, não causas. O significado principal é a nossa união vital com Deus, nossa nova criação em Cristo, nossa imersão no Espírito Santo. É essa vida que purifica o coração. Quando o ramo é perfeitamente unido à videira e recebe a sua vida da videira, o fruto espiritual é natural.

Por isso é que os filósofos éticos podiam dizer “a virtude é fácil”. Quando o coração está purificado pela ação do Espírito a coisa mais natural do mundo é a virtude. Para o puro de coração o vício é o que é difícil.

Não é uma coisa vã para nós retornarmos ao primeiro amor. É um ato de fé para pedir a Deus que sonde o nosso coração e nos tire de todo caminho mal (Salmos 139: 23,24). É um aspecto vital da salvação do Senhor.

Somos todos, cada um e todos nós, uma massa de motivos emaranhados: esperança e medo, fé e dúvidas, simplicidade e duplicidade, honestidade e falsidade, sinceridade e falsidade. Deus é o único que pode separar o verdadeiro do falso, o único que pode purificar as motivações do coração.

Mas Deus não vem sem ser convidado. Se alguns compartimentos do nosso coração nunca experimentaram o toque de cura de Deus, talvez seja porque não temos recebido bem o minucioso exame divino.

O mais importante, mais real e mais duradouro acontece nas profundezas do nosso coração. Este é um trabalho solitário e interno. Não pode ser visto por pessoa alguma, a não ser por nós mesmos. É um trabalho que somente Deus conhece. É o trabalho de purificação do coração, a conversão da alma, da transformação interior, da formação da vida.

Começa primeiro com nosso retorno à luz de Jesus. Para alguns, este é um inescrutável e lento voltar-se... voltar-se... até que nos voltemos completamente. Para outros é instantâneo e glorioso. Em ambos os casos nós estamos começando a confiar em Jesus, para aceitá-Lo como sendo a nossa Vida. Assim lemos sobre isso em João 3, somos nascidos do Céu. Nascer espiritualmente é um começo – um maravilhoso e glorioso começo. E não um final.

O trabalho de formação mais intenso é necessário antes de nos colocarmos diante do brilho do Céu. É necessário muito treinamento para sermos o tipo de pessoa segura e reinar tranquilamente com Deus.

Então, agora nós damos início a esse novo relacionamento. Como Pedro coloca em sua primeira carta, nós “temos nascido de novo, não de uma semente perecível, mas imperecível, vivendo e permanecendo na Palavra de Deus” (I Pedro 1: 23). Deus está vivo! Jesus é real e atuante em nossas pequenas vidas.

E então nós começamos a orar, para entrar numa comunicação interativa com Deus. No principio nossa oração é intranquila e hesitante. É uma alternação da nossa ida e volta, de nossa preocupação com a glória divina e com as tarefas mundanas de casa e do trabalho. Para trás e para frente. Para trás e para frente. E, frequentemente, a alternância é pior – muito pior – do que absolutamente não orar. Num momento nos são reveladas glorias divinas, no momento seguinte nossas mentes estão chafurdando na concupiscência da base dos nossos desejos.

Nossas vidas são fraturadas e fragmentadas. Como Thomas Keely coloca, nós estamos vivendo em “uma luta intolerável de agitação”. Nós sentimos a força de atração de muitas obrigações e tentamos cumpri-las todas. E estamos “infelizes, intranquilos, extenuados, oprimidos e tememos fracassar”. Mas, através do tempo e da experiência – às vezes muito tempo e muita experiência - Deus começa a nos dar um sossego surpreendente no Centro Divino. Nas profundezas do nosso ser, a alternância nos dá uma vida coesa intacta, de humilde adoração diante da viva presença de Deus.

Não se trata de êxtase, mas de serenidade, sem abalos, e firmeza de orientação da vida. Nas palavras de George Fox, nós nos tornamos homens e mulheres “estáveis”.

Nós começamos a desenvolver um hábito de orientação divina. Agora, isto não é perfeccionismo, mas o progresso de nossa vida com Deus. O trabalho interior da oração torna-se muito mais simples agora. Lentamente descobrimos pequenos reflexos de proteção celeste e os sopros de submissão são tudo o que é preciso para nos atrair para uma orientação habitual de nossos corações voltados para Deus. Mesmo sem saber nós nos habituamos com a presença de Deus. Momentos formais de oração nos ligam e aumentam a tendência de estabilidade de adoração tranqüila, que é a base dos nossos dias.

Por trás do primeiro plano da vida diária permanece a bagagem da orientação celestial. Esta é a formação de um coração diante de Deus. Para usar as palavras de Kelly, é “uma vida despreocupada de paz e poder. É simples. É sereno. É espantoso. É triunfante. É radiante. Não toma tempo algum, mas ocupa todo o nosso tempo”.

Como os novatos em Jesus estamos aprendendo, sempre aprendendo como viver bem; a amar a Deus bem; a amar nosso cônjuge bem; a criar nossos filhos bem; a amar nossos amigos e vizinhos – e até mesmo os nossos inimigos – bem. A estudar bem; a enfrentar as adversidades bem; a administrar nossos negócios e instituições financeiras bem; a formar uma vida em comunidade bem; a alcançar os marginalizados bem; e a morrer bem.

E, enquanto aprendemos como viver bem, compartilhamos com outros o que estamos aprendendo. Esta é a estrutura do amor para edificar o corpo de Cristo.

Nós não estamos sozinhos neste trabalho de reforma do coração. É imperativo que nos ajudemos uns aos outros de todas as maneiras que pudermos. E, em nossos dias, temos emergência de um exército espiritual sólido de guias espirituais treinados, que possam amorosamente estar lado a lado de pessoas preciosas, e ajudá-las a discernir como andar pela fé nas circunstâncias de suas próprias vidas.

Por favor, note que eu disse guias espirituais “treinados” e não guias espirituais “diplomados”.

Há uma idéia genuinamente ruim circulando nestes dias que, se nós tivermos um determinado numero de cursos e lermos um determinado numero de livros, estaremos prontos para sermos guias espirituais. Eu lamento; eu realmente gostaria que fosse tão simples assim. Mas não, nós estamos falando sobre treinamento de vida. E é apenas pelo treinamento da vida que veremos o desenvolvimento de um certo tipo de vida, uma vida de retidão, paz e alegria no Espírito Santo.

Isto é qualidade de vida – a habilidade para perdoar quando se está machucado, o desejo de orar –, o que estamos procurando nos guias espirituais treinados.

Temos uma dificuldade real aqui porque cada um pensa em transformar o mundo, mas onde estão aqueles que pensam em transformar a si mesmos?  As pessoas podem genuinamente querer serem boas, mas raramente estão preparadas para fazer o que é necessário para produzir uma vida de bondade que possa transformar a alma. A formação pessoal à imagem de Cristo é árdua e longa.

A comunhão agregando poder – Isto naturalmente leva à nossa segunda grande arena de trabalho para os anos vindouros: renovação congregacional. Se em nossas igrejas nós não trabalhamos arduamente pela formação espiritual, não conseguiremos pessoas espiritualmente formadas. Então esta é uma arena de trabalho vital, e eu estou falando de das congregações tradicionais e as recentes formas emergentes de nossa vida juntos.

No principio é importante que vejamos o contexto no qual trabalhamos.

Primeiro, nós temos em nossas igrejas a “doença da pressa”. Muitos do nosso povo são viciados em adrenalina e, em toda parte o espírito de nossos dias é de pular, de empurrar, de atropelar, de ruídos, de pressa e de multidões. Mas o trabalho de formação espiritual simplesmente não acontece com pressa.  Ele nunca é um ‘assunto rápido’. Paciência e cuidado com o tempo consumido são sempre as marcas de qualidade do trabalho de formação espiritual.

Outra situação contextual que enfrentamos é o fato de que agora temos uma indústria de entretenimento cristão que é disfarçada como adoração. Como nós comparecemos em reverência e temor diante do Santo de Israel, quando muitos de nossos cultos são focados em diversão? Eu não sei a resposta, mas é claramente uma das realidades de nossa vida congregacional.

Um terceiro assunto: nós estamos lidando com uma mentalidade consumista em toda parte que, simplesmente, domina o cenário religioso, pelo menos o norte-americano. É uma mentalidade que mantém o individual à frente e no centro: “Eu quero o que quero, quando quero e quanto quero”. Naturalmente o trabalho de formação nos ensina a dar as costas para as nossas vontades e focar necessidades reais, como a de anular o ego, tomar a nossa cruz e seguir arduamente Jesus.

Todas estas e outras coisas mais, tornam o trabalho de formação espiritual em uma congregação realmente complicado. Estou certo de que não tenho as respostas para essas questões complicadas. Mas é maravilhoso saber que ter as respostas não é tarefa nossa. Nossa tarefa é realizar o trabalho de formação espiritual, e fazer isto em uma congregação já configurada.

Primeiro, isto significa que queremos experiências profundas de comunhão através do poder da formação espiritual. A igreja é reformada e sempre está se reformando. E, se meu coração, alma, mente e espírito estão sendo reformados – se anseio conhecer Jesus, seguir Jesus, servir Jesus, ser formado à semelhança de Jesus – então sou poderosamente atraído na direção de quem e de todo aquele que está buscando conhecer Jesus, seguir Jesus, servir a Jesus e ser formado à imagem de Jesus. Uma pessoa cheia da beleza de Jesus tem comunhão adicionada ao poder. Outros são irresistivelmente atraídos na direção desta pessoa.

Segundo, vamos fazer tudo o que podemos para desenvolver a ecclesiola na Eclésia – “a pequena igreja dentro da Igreja”. A ecclesiola na Eclésia é um compromisso profundo com a vida do povo de Deus e não uma maneira sectária. Nenhuma separação. Nenhuma exclusão. Nenhuma formação nova de denominação ou igreja. Nós ficamos dentro das estruturas de igreja dadas e desenvolvemos pequenos centros de luz dentro dessas estruturas. Então nós deixamos a nossa luz brilhar!

Particularmente três expressões históricas da ecclesiola na Eclésia, valem a pena ser estudadas:

Philipp Jakob Spener (1635–1705) no século XVII

A Alemanha e sua escola pietatis
Considerado o pai do Pietismo, Spener passou seus dias praticando e ensinando sobre a conversão do coração e a santificação da vida. Aqueles que o ouviam eram tão tocados por suas pregações, que queriam mais instruções, e perguntavam se ele seria bondoso o suficiente para atendê-los. Spener começou a defender a escola pietatis com aquelas pessoas ávidas para seguir Jesus, primeiro em sua casa, depois em outras casas e, então em prédios públicos e assim por diante, com a intenção de instruir pessoas que estavam ansiosas para aprender a viver uma vida santa.

John Wesley (1703–1791) no século XVII

A Inglaterra e suas sociedades, encontros de classes e coligações.
Estes encontros eram uma maneira de dar ordem e disciplina aos novos convertidos. As sociedades tinham o propósito de comunhão, os encontros de classes eram para tratar de responsabilidades e as coligações tinham o propósito de amor e confissão mútua de pecados.

Hans Nielsen Hauge (1771–1824) no século XIX

A Noruega e a “missão interna”.
Houve um grande movimento de renovação na Noruega sob a liderança de Hauge, mas – e isto foi crucial – ele estimulava seus seguidores a permanecer na igreja Luterana da Noruega. Hauge os organizou em pequenas estruturas dentro daquelas igrejas e chamou seu trabalho de piedade e de formação de corações de “missão interna”.

Esta ecclesiola na Eclésia, este trabalho de formação espiritual, produz um certo tipo de comunhão, um certo tipo de comunidade. Isto produz uma unidade de coração, alma e mente, um vínculo que não pode ser quebrado – um milagre – abastecido de cuidado e compartilhamento da vida juntos que nos levará a enfrentar as circunstâncias mais difíceis.

E isto me leva à minha terceira sugestão para a formação espiritual da congregação: que nós aprendemos a sofrer juntos.

Eu creio que o nosso tempo de sofrimento está chegando. Muitos fatores levarão a isso. Por exemplo, a cultura geral de hostilidade para as coisas concernentes ao cristianismo está crescendo. Não devemos ficar surpresos ou mesmo tentar mudar isto. O que nós deveríamos estar fazendo é estar construindo uma vida comunitária sólida para que, quando o sofrimento chegar, nós não estejamos dispersos. Devemos ficar juntos, orar juntos e sofrer juntos independente do que vamos enfrentar. Sofrer juntos pode ser um bom modo que Deus usa para um novo ajuntamento do povo e Deus.

De volta ao mundo – Finalmente chegamos à discussão sobre a renovação cultural ou o que na teologia é chamado de “mandato cultural”. Posso apenas sugerir aqui com o que isto se parece.

Os mestres religiosos escreveram muito sobre o treinamento do coração em duas direções opostas: contemptus mundi, rápido desprendimento das ligações e ambições, e amor mundi, nosso ser arremessado para uma divina, porém dolorosa, compaixão pelo mundo.

No começo Deus arranca o mundo de nossos corações – comtemptus mundi. Aqui experimentamos um rompimento das correntes que nos atraem para posições proeminentes e de poder. Todos os nossos desejos de reconhecimento social, para ter nosso nome em evidência, começam a parecer fracos e superficiais. Aprendemos a deixar todo o controle, toda a administração. Nós vivemos livre e alegremente sem enganos.

E, então, quando nos libertamos de tudo isso, Deus lança o mundo de volta ao nosso coração – amor mundi – onde nós e Deus, juntos, tomamos o mundo em infinita ternura e amor. Nós aprofundamos a nossa compaixão pelos feridos, pelos arruinados, pelos despossuídos.

Nós sofremos, oramos e trabalhamos por outros de uma maneira diferente, de uma forma abnegada, cheia de alegria. Nosso coração fica estendido em direção aos marginalizados. Nosso coração fica voltado para todas as pessoas, para toda a criação.

Foi o amor mundi que atirava Patrick de volta à Irlanda para responder à sua pobreza espiritual. Foi o amor mundi que impulsionou Francisco de Assis para o seu ministério mundial de compaixão por todas as pessoas, por todos os animais, por toda a criação. Foi o que levou Elizabeth Fry às portas do inferno da prisão de Newgate e induziu William Wilberforce a trabalhar a sua vida inteira pela abolição do comércio escravo. Isto enviou Padre Damião a viver, sofrer, e morrer entre os leprosos de Molokai e impulsionou Madre Teresa a ministrar entre os mais pobres entre os pobres da Índia e do mundo todo.

É o amor mundi que compele milhões de pessoas comuns como você e eu a ministrar vida no nome bom de Cristo aos nossos vizinhos.

Richard J. Foster é autor de muitos livros, o mais recente é “Life With God”. Este artigo é uma versão condensada e editada de uma palestra dada em uma conferência pela ocasião do 30º Aniversário de “Celebration of Discipline” (Celebração da Disciplina).

APENAS UMA QUESTÃO HISTÓRICA

Sempre nesse tempo de celebrações na sociedade e que nós cristãos também compartilhamos reflito entre Páscoa, uma celebração com origem no céu, datada, real e que nós, ressalvadas as exceções não celebramos. 
O Natal tão exaustivamente discutido ao longo da última semana e o Ano Novo, pelo que sei celebrado entre nós sem exceções.
Digo sem exceções pois não tenho conhecimento de nenhuma igreja ou congregação que essa noite mesmo não sendo dia regular de culto não tenha suas portas abertas para celebração até que relógio e calendário marquem nova hora e data. Caso não esteja correto quanto ao "todos" já me redimo antecipadamente.

SENDO QUE CRER TAMBÉM É PENSAR...
Janeiro é o primeiro mês do ano no calendário juliano e gregoriano. É composto por 31 dias. O nome provém do latim Ianuarius, décimo-primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano. 

A comemoração ocidental, isso é, a nossa, tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C.

JANEIRO POR QUÊ?
Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (sendo, portanto, bifronte) - uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta e Jano era um entre os muitos deuses do seu panteão.
Não existe nenhum relato de que o povo judeu dessa mesma época tenha comemorado esse ano-novo, nem que tampouco que os primeiros cristãos o tenham feito.

É isso. 

QUE BOM QUE É NATAL, DE NOVO!!

O que é muito legal no Natal são as memórias construídas ao longo da vida enquanto os filhos crescem. Quem hoje tem filhos pequenos ou se os já teve sabe bem do que falamos. 

A expectativa dos nossos filhos quando pequenos era muito divertida, na ansiedade pela informação, um fala "painho o que vou ganhar de Natal" outra diz "eu quero esse ou aquele brinquedo" era o que sempre acontecia todos os anos, e hoje, mesmo adultos, ainda acontece! 

Imagine você num tempo tão especial como esse oferecer como resposta sobre o Natal aos seus pequenos um tratado teológico sobre se o SENHOR nasceu em dezembro ou se mais provavelmente em abril quando acontece a Páscoa judaica - afinal todo cordeiro sacrificado na Páscoa sempre nascia na Páscoa, é o que consta nas Escrituras Sagradas.

Alguns argumentam "O SENHOR não mandou festejar seu aniversário". Claro! É óbvio que não mandaria! Pessoas amadas não precisam promover o próprio aniversário, é seus amigos que o fazem, que o digam os sábios do oriente. 

Feliz Natal!! 

Robespierre & Ederylda Machado

SOBRE OUTROS E SOBRE NÓS...

Orem pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros. Isso é bom, e Deus, o nosso Salvador, gosta disso 1Tm 2.2 e 3 (NTLH).

Diante da intensa e deslavada corrupção e pecado que a nação e milhares dos seus líderes políticos, sociais, eclesiais - que são as principais colunas do povo - estão imersos me inquieta a ordem do SENHOR pois a minha parte Zelote, Boanerges e Finéas, filho de Eleazar, se agita exigindo mais e imediatas ações. Então, quando sou invadido por esse sentimento logo tomo o caminho de Asafe e tudo fica bem; logo tudo estará como deve ser.

Logo o SENHOR fará justiça, sim, logo fará. Tudo ficará bem pois sei que Ele tem o controle de tudo, inclusive daqueles que não mais o temem nem se apavoram em pecar diante D'Ele, o criador e sustentador de tudo.

Impossível calar, diariamente vejo no mundo homens e mulheres apavorados, aterrorizados só em pensar que terão que estar diante de DEUS. E nós o desprezamos, cuspimos em seu rosto com os nossos pecados pessoais e institucionais. 

Declaramos sem nenhum pudor para o universo inteiro saber, sim declaramos com as nossas ações que não o tememos. Embora não o admitamos pecamos e com os nossos atos como Faraó dizemos: Quem é o SENHOR?

Às vezes reflito, imaginando pensar em secreto, mas glória a DEUS que é impossível pensar ou agir secretamente, sim, fico a imaginar que se Ele não tivesse dito as palavras que dão base para esse post... Mas, glória ao SENHOR, porque Ele disse!!!

Paz e bençãos!